sábado, 25 de outubro de 2014

ESTIGMAS COM PESSOAS PORTADORAS DE PARALISIA CEREBRAL


Para quem desconhece do assunto é comuns confundir a pessoa com paralisia cerebral e o portador de deficiência mental, por ter dificuldade de comunicar-se, também o desgoverno dos movimentos e devido articulação facial. Nesta perspectica Satow afirma que:

 “Um dos principais preconceitos que o Paralisado Cerebral sofre é o ser confundido com portador de deficiência mental, por ter dificuldade de comunicação, descoordenação motora, movimentos involuntários, imagem bizarra pelo tónus muscular anormal, entre outras, conforme a região do cérebro afetada. A Paralisia Cerebral é consequência de uma lesão do cérebro e não da coluna vertebral, como vimos anteriormente, o que reforça a falsa ideia de que todos os que portam esse tipo de deficiência são também portadores de deficiência mental. Além disso, existe uma parcela de paralisados cerebrais que efetivamente apresentam deficiência mental, o que reforça ainda mais o preconceito. No entanto, essa incidência é muito rara.”

            Além desta confusão, o Paralisado Cerebral é atingido, por outros significados que lhe são atribuídos erroneamente, como de doenças contagiosas e portador de alguma anomalia hereditária. Há também a questão da imagem, pois estes não tem padrões de beleza estipulados pela sociedade, provocando a quem os olha estranheza e repulsa de alguns.
            O termo “Paralisia Cerebral”, dá margem a atribuições erradas aos portadores da mesma, pois para quem não tem informações sobre o assunto, pensa que na Paralisia Cerebral, o pessoa não pensa e não tem ações, o que não é verdade, pois o Paralisado Cerebral pensa, aprende e age dentro das suas limitações.
            As pessoas portadoras desta deficiência, dificilmente saem nas ruas, e levam uma vida dita “normal”, pois possuem dificuldades para se locomoverem de um lugar a outro e sua comunicação verbal na maioria das vezes não acontece de maneira clara, faltando-lhes meios ou acessos a tratamentos adequados. Mas, há os que são notados pela sociedade e que buscam o seu lugar na convivência diária, estes são vistos como “super-homens”, o que na verdade não deixam de ser, pois buscam o seu lugar em uma sociedade que os renegam, olhando-os de maneira desigual e quase desumana.
            Os Paralisados Cerebrais, além de travarem uma batalha diária com o mundo que os cerca, também travam com eles próprios no que diz respeito a aceitar sua condição de portador desta deficiência, admitindo muitas vezes o preconceito que carrega sobra si mesmo e sobre o outro em uma situação de minoria, com isso este trabalha para uma transformação pessoal e também social. Com isso, tomamos consciência que esta luta por igualdade começa pela família, que desde muito cedo começa a enfrentar o preconceito social. As famílias destas crianças encontram dificuldades para encontrar apoio na sociedade. Para estas famílias, a medicina salva e facilita a vida de seus filhos, mas a sociedade não está preparada para recebê-los e acolhê-los.


SATOW, Suely Harumi. Paralisado Cerebral: construção da identidade na exclusão. Cabral Editorial, Robe Editorial.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

SOFTWARE COMO RECURSO TECNOLÓGICO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM


Em um contexto, que envolve diversas dúvidas, contamos com uso das novas tecnologias, sendo a Tecnologia Assistiva a que vem para contribuir com o processo de evolução do saber, nos portadores de Paralisia Cerebral. A educação neste processo de ensinagem, é mediada pela Tecnologia, que conta com profissionais que buscam na maioria das vezes, e de acordo com suas condições evoluir em seus conhecimentos, para ter assim, condições de saber manusear as ferramentas tecnológicas, e mais importante que este manuseio, o envolvimento com quem precisa de seu auxilio, que neste caso é o do paralisado cerebral.
A paralisia cerebral não deve ser considerada como uma doença, visto que compreende uma lesão irreversível e não evolutiva do encéfalo, não podendo ser curada. Entretanto, a atenção, reabilitação física, educação, adaptações e intervenções adequadas e eficazes, podem melhorar significativamente a capacidade funcional de indivíduos com paralisia cerebral. 
A Internet e a cibercultura precisam da aceitação do outro, pois reúnem pessoas de diferentes locais que compartilham virtualmente, um espaço de busca de interesses e objetivos. Esse fenômeno virtual interativo está em expansão, a partir dele tem-se uma possibilidade de nos educarmos mutuamente tendo em vista que a presença do outro é necessária, a exemplo dos fóruns de discussão e dos chats.
O uso de Software adequados e adaptados para o portador de paralisia cerebral e as Tecnologias Assistivas podem ser recursos excelentes na aprendizagem das pessoas com necessidades educacionais especiais. O uso de novas tecnologias é uma forma de possibilitar a pessoa com Paralisia Cerebral, obter uma interação social de maior aceitação, por parte dele próprio e das pessoas que os rodeiam. A expressão de seus sentimentos, desejos e necessidades se tornam mais compreensíveis, através de um programa de comunicação alternativa. Esses softwares possibilitam diferentes alternativas de acesso, seja por meio do uso dos periféricos presentes no próprio computador como: teclado, mouse adaptado, joystick ou através de recursos mais sofisticados como: tela sensível ao toque ou acionadores externos de pressão, tração, sopro, voz e outros. O acionamento pode ser realizado por diferentes partes do corpo: cabeça, braço, mão, perna, pé, boca, olhos, etc. A escolha do tipo de acionamento, leva em consideração a condição motora da pessoa e o seu movimento mais voluntário. Já o acionador externo (SWITCH), refere-se a um dispositivo que é acoplado no Joystich adaptado para possibilitar a pessoa com dificuldades motoras ter acesso ao Software escolhido de acordo com suas necessidades.





ORLANDO, F.R et al. O uso do software comunique como recurso tecnológico no processo de ensino e aprendizagem de aluno (s).
Disponível em< http://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/14245/8161> Acesso em: 08 de outubro, 2014.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA A CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL NA ESCOLA: IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES

Ao lermos e analisarmos o artigo nos deparamos com novos conceito e com um novo ideal de Educação para crianças com Paralisia Cerebral. A leitura sobre o assunto nos permite entender como cada vez mais, faz-se necessário preparar os professores para atuarem em sala de aula com crianças com necessidades educacionais especiais.
Ficou nítido, com a leitura a qual fizemos a real fragilidade das escolas em adaptar-se as dificuldades colocadas a ela, bem como a preparação de uma equipe que envolve desde a gestão até os funcionários inseridos no meio escolar.
O uso da tecnologia assistiva na escola demanda não somente o recurso, mas também um serviço que ofereça estratégias para o seu uso. É necessário que toda a dificuldade seja observada, para ser bem trabalhada, dando ao aluno a assistência correta e desenvolvendo, assim, habilidades que o levem a se reconhecerem como seres humanos capazes de aprender e interagir no meio o qual estão inseridos.

Vale ressaltar, inclusive, o caráter de poder-ser que esta noção comporta, ao incluir a perspectiva de passado, presente e futuro, na vivência atual, que se abre para um projeto que se situa sempre numa possibilidade de ser, e que não se fecha ou se encerra aí. Pois na medida em que as experiências surgem e eu me volvo para elas, sou capaz de seguir esse fluxo e me situar diante do mundo, assumindo escolhas e projetando na existência que essa experiência revela e nela me envolve (DUTRA, 2000, p. 53).

Com isso, vimos a real necessidade da preparação e capacitação dos professores, não admite-se mais professores sem o mínimo de conhecimento em inclusão, pois os alunos já estão em sala de aula, e é o nosso papel incluí-los e não apenas integrá-los nos meios educacionais.

APENAS PARA UMA BREVE REFLEXÃO

Nos dias atuais, vivemos em constante mudanças. Muitas vezes nos sentimos atropelados pelo tempo. As mudanças nos exigem escolhas!
 Quando falamos em Educação e Tecnologia, sentimos na maioria das vezes, medo e insegurança, parece estarmos pisando em terra desconhecida, e quando aliamos estes dois conceitos a Inclusão, o mundo parece desabar.
É assim, que vocês se sentem?
A EDUCAÇÃO, nos leva a pensarmos em metodologias mirabolantes que façam o aluno aprender, conhecer, pesquisar e inserir-se no mundo. E ai mais uma vez questionamos, que sentido damos a Educação? Em quem e no que pensamos, quando nos propomos a ensinar?
Pois bem, quando nos deparamos com a dita “Tecnologia”, logo pensamos em o que fazer com as ferramenta que temos em nossas mãos?
Nos questionamos a todo momento. E quando entra em cena a INCLUSÃO?
Os olhos parecem não terem direção, as mãos gelam, o coração parece saltar a boca, e mais uma vez o medo é o protagonista da história.
Existem respostas para tudo o que pensamos? Fazemos com que os nossos conhecimentos e com que a teoria a qual estudamos, sejam a nossa prática?



DUTRA, E. M. S. Compreensão das tentativas de suicídio de jovens sob o enfoque da abordagem centrada na pessoa. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.


ROCHA, A. N.; DELIBERATO, D. Tecnologia Assistiva para a criança com paralisia cerebral na escola: identificação das necessidades. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.18, n.1, p. 71-92, Jan.-Mar., 2011.
Disponível em < www.scielo.br/pdf/rbee/v18n1/a06v18n1.pdf  >. Acesso em 09 de setembro, 2014.

MAPA CONCEITUAL ANTIGO

O termo tecnologia educacional remete ao emprego de recursos tecnológicos como ferramenta para aprimorar o ensino. É usar a tecnologia a favor da educação, promovendo mais desenvolvimento sócio-educativo e melhor acesso à informação.
O grande aparato que traz inúmeros benefícios sociais e educacionais é o computador. Incorporá-lo aos processos pedagógicos é o que podemos chamar de informática educacional. Com o computador, vem o mundo cheio de possibilidades da internet que, bem utilizada, pode facilitar demais o aprendizado de qualquer conteúdo ou matéria escolar. A internet pode levar o aluno a lugares onde, talvez, ele jamais chegaria, ou não tão rapidamente; propicia o acesso a bibliotecas internacionais, pessoas de outras culturas, outras línguas, ilustrações de mapas, países, vídeos sobre o passado e até sobre o futuro. 


O termo educação inclusiva supõe a disposição da escola de atender a diversidade total das necessidades dos alunos nas escolas comuns.
Isto pode ser conseguido por meio de um ambiente de aprendizagem escolar que tenha altas expectativas a respeito de seus alunos, que seja seguro e acolhedor e que entenda a diferença como um fator positivo.
A educação inclusiva tem sido discutida em termos não somente de novas estratégias de ensino, mas de maneira bem mais ampla como ações que levem a reformas escolares, melhorias nos programas de ensino e novas medidas de justiça social.
Por isso, a inclusão pressupõe uma escola que se ajuste a todas as crianças, em vez de esperar que uma determinada criança com deficiências se ajuste a escola.
O conceito de Tecnologia Assistiva no Brasil, de acordo com o Comitê de Ajudas Técnicas - Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, diz respeito a
[...] produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (BRASIL, 2007).
Mas, acima de tudo, é necessário que se entenda que a escola tem a tarefa de ensinar aos alunos a compartilharem o saber, os sentidos das coisas, as emoções; a discutir e a trocar experiências e pontos de vista.
Neste sentido, a escola tem um compromisso primordial e insubstituível: introduzir o aluno no mundo social, cultural e científico; e isto é direito incondicional de todo o ser humano, independente de padrões de normalidade estabelecidos pela sociedade ou pré-requisitos impostos pela escola.
Uma escola inclusiva deve ser capaz de orientar o ensino e a formação, tendo em vista a cidadania, imbuída de uma clara noção de que a excelência humana é superior a excelência puramente acadêmica.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material pedagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física: recursos pedagógicos adaptados.  Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2002. Disponível:  <http://portal.mec.gov.br/seesp/index.php?option=content&task=view&id=157&Itemid=309>. Acesso em: 7/10/2014.

www.uol.com.br/cursosonline.uol.com.br/assinatura/artigos/educacao/tecnologia_educacional/#rmcl . Acesso em: 7/10/2014.