terça-feira, 4 de novembro de 2014

CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NA PARALISIA CEREBRAL


A tecnologia, hoje em dia, é de grande valia na vida das pessoas. Ela vem para contribuir de maneira significativa com a educação e com os profissionais que dela se utilizam.
No caso da Paralisia Cerebral, é a Tecnologia Assistiva que desempenha esta papel e serve para estimular a criança a aprender e a dar significado ao seu aprendizado, esta utiliza-se de técnicas que levam o indivíduo a desenvolver-se de acordo com suas limitações.
Os portadores de Paralisia Cerebral se diferenciam das demais deficiências, devido a complexidade de suas limitações no indivíduo, em sala de aula é possível encontrar alunos com diferentes dificuldades, e o professor deve procurar informações sobre as especificidades de cada educando. Conforme falam Bersch e Machado, “deveremos distinguir lesões neurológicas não evolutivas, como a paralisia cerebral ou traumas medulares, de outros quadros progressivos como distrofias musculares ou tumores que agridem o Sistema Nervoso” (BERSCH; MACHADO, 2007, p. 23). Cada caso necessita de uma intervenção potencial, neural ou fisiológica de forma correta e aprimorada, a fim de permitir a apropriada interação do educando com seu meio educacional e social, pois educar é mais que ensinar e também socializar e para estes alunos, isto é tão ou mais fundamental que o ensino escolar convencional.
Uma das principais etapas para a implementação da Tecnologia Assistiva deve ser a de entender a situação que envolve o aluno, a fim de ampliar a sua participação no processo de ensino e aprendizagem. Ainda sobre esta visão, diversos são os autores que enfatizam a necessidade primordial do envolvimento de profissionais especializados em diferentes áreas do conhecimento para o trabalho com pessoas com deficiência. Neste caso, é apontado as diferentes etapas dos serviços de Tecnologia Assistiva: tais como a avaliação e identificação das habilidades e necessidades; prescrição e confecção dos recursos; acompanhamento contínuo para modificação desses recursos sempre que necessário para melhor utilização.
É de forma ampla que se deve observar, escolher e delimitar as melhores formas de emprego da Tecnologia Assistiva e a técnica adequada de ensino, haja visto que segundo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) para fins de consolidação da Tecnologia Assistiva, esta define-se e delimita-se da seguinte maneira:
Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (CAT, 2007).

A criança com Paralisia Cerebral pode apresentar um desenvolvimento global que desafia a ciência. Com o progresso tecnológico, hoje podemos averiguar que as crianças com Paralisia, possuem um potencial que ultrapassa os limites até então definidos. Na busca de inserir este indivíduo socialmente e melhorar sua qualidade de vida os recursos da Tecnologia Assistiva permitem a eles ter acesso ao computador e outras ferramentas que auxiliam na sua interação com os outros e com o mundo, permitindo assim, a quebra de um paradigma que toda criança com deficiência neurológica e motora também apresenta déficit na área cognitiva.
E, com o avanço da tecnologia temos utilizado ferramentas para favorecer e aumentar as capacidades funcionais estimulando a independência, integração, socialização e inclusão das crianças portadoras de qualquer tipo de alteração, mas em especial as que apresentam Paralisia Cerebral.
Os recursos tecnológicos podem oferecer possibilidades lúdicas, permitindo à criança com paralisia a oportunidade de vivenciar experiências, minimizando os impedimentos e inserindo-as em ambientes que favoreçam o seu desenvolvimento, pois a partir do momento em que o indivíduo pode acessar, vivenciar e utilizar os recursos tecnológicos, as dificuldades tendem a serem minimizadas.
As limitações do Paralisado Cerebral, dependem do estímulo e de suas dependências, pois a tecnologia usada, vai do uso de uma cadeiras de rodas para sua melhor locomoção, até o uso de software mais sofisticado que os ajude a perceber, seriar e até associar. A Tecnologia Assistiva, neste contexto, varia da limitação, do estimulo e do que a criança necessita para aprender.
A tecnologia, no caso do Paralisado Cerebral, veio para contribuir positivamente, possibilitando-os acesso ao aprendizado, estimulando-os de maneira eficaz e produtiva, trazendo-os também a um convívio social harmônico e de maior aceitação.
Mas, ainda vale ressaltar que alguns desafios ainda permeiam esse contexto regido pelas novas tecnologias. A ausência do trabalho conjunto entre educação especial, professor, equipe de reabilitação, administradores, aluno e família, é um destes desafios como tem apontado alguns estudos. Portanto, nota-se que as práticas são validadas quando todos os envolvidos trabalham em equipe, quando os profissionais tem capacitação, podendo mostrar assim, bons resultados no meio institucional.

Referências:
BERSCH, Rita; MACHADO, Rosângela. Conhecendo o aluno com deficiência física. In: SCHIRMER, Carolina et al. Atendimento Educacional Especializado: deficiência física. Brasília: MEC/SEESP, 2007.  
CAT – Comitê de Ajudas Técnicas. Ata da Reunião VII, de dezembro de 2007 do Comitê de Ajudas Técnicas. Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (CORDE/SEDH/PR), 2007. 


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