A
tecnologia, hoje em dia, é de grande valia na vida das pessoas. Ela vem para
contribuir de maneira significativa com a educação e com os profissionais que
dela se utilizam.
No
caso da Paralisia Cerebral, é a Tecnologia Assistiva que desempenha esta papel
e serve para estimular a criança a aprender e a dar significado ao seu
aprendizado, esta utiliza-se de técnicas que levam o indivíduo a desenvolver-se
de acordo com suas limitações.
Os
portadores de Paralisia Cerebral se diferenciam das demais deficiências, devido
a complexidade de suas limitações no indivíduo, em sala de aula é possível
encontrar alunos com diferentes dificuldades, e o professor deve procurar
informações sobre as especificidades de cada educando. Conforme falam Bersch e
Machado, “deveremos distinguir lesões neurológicas não evolutivas, como a
paralisia cerebral ou traumas medulares, de outros quadros progressivos como
distrofias musculares ou tumores que agridem o Sistema Nervoso” (BERSCH;
MACHADO, 2007, p. 23). Cada caso necessita de uma intervenção potencial, neural
ou fisiológica de forma correta e aprimorada, a fim de permitir a apropriada
interação do educando com seu meio educacional e social, pois educar é mais que
ensinar e também socializar e para estes alunos, isto é tão ou mais fundamental
que o ensino escolar convencional.
Uma
das principais etapas para a implementação da Tecnologia Assistiva deve ser a
de entender a situação que envolve o aluno, a fim de ampliar a sua participação
no processo de ensino e aprendizagem. Ainda sobre esta visão, diversos são os
autores que enfatizam a necessidade primordial do envolvimento de profissionais
especializados em diferentes áreas do conhecimento para o trabalho com pessoas
com deficiência. Neste caso, é apontado as diferentes etapas dos serviços de Tecnologia
Assistiva: tais como a avaliação e identificação das habilidades e
necessidades; prescrição e confecção dos recursos; acompanhamento contínuo para
modificação desses recursos sempre que necessário para melhor utilização.
É
de forma ampla que se deve observar, escolher e delimitar as melhores formas de
emprego da Tecnologia Assistiva e a técnica adequada de ensino, haja visto que
segundo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) para fins de consolidação da Tecnologia
Assistiva, esta define-se e delimita-se da seguinte maneira:
Tecnologia
Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que
engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que
objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de
pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida, visando sua
autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (CAT, 2007).
A
criança com Paralisia Cerebral pode apresentar um desenvolvimento global que
desafia a ciência. Com o progresso tecnológico, hoje podemos averiguar que as
crianças com Paralisia, possuem um potencial que ultrapassa os limites até
então definidos. Na busca de inserir este indivíduo socialmente e melhorar sua
qualidade de vida os recursos da Tecnologia Assistiva permitem a eles ter
acesso ao computador e outras ferramentas que auxiliam na sua interação com os
outros e com o mundo, permitindo assim, a quebra de um paradigma que toda criança
com deficiência neurológica e motora também apresenta déficit na área
cognitiva.
E,
com o avanço da tecnologia temos utilizado ferramentas para favorecer e
aumentar as capacidades funcionais estimulando a independência, integração,
socialização e inclusão das crianças portadoras de qualquer tipo de alteração,
mas em especial as que apresentam Paralisia Cerebral.
Os recursos tecnológicos podem oferecer
possibilidades lúdicas, permitindo à criança com paralisia a oportunidade de
vivenciar experiências, minimizando os impedimentos e inserindo-as em ambientes
que favoreçam o seu desenvolvimento, pois a partir do momento em que o
indivíduo pode acessar, vivenciar e utilizar os recursos tecnológicos, as dificuldades
tendem a serem minimizadas.
As limitações do Paralisado Cerebral, dependem do
estímulo e de suas dependências, pois a tecnologia usada, vai do uso de uma cadeiras
de rodas para sua melhor locomoção, até o uso de software mais sofisticado que
os ajude a perceber, seriar e até associar. A Tecnologia Assistiva, neste
contexto, varia da limitação, do estimulo e do que a criança necessita para
aprender.
A
tecnologia, no caso do Paralisado Cerebral, veio para contribuir positivamente,
possibilitando-os acesso ao aprendizado, estimulando-os de maneira eficaz e
produtiva, trazendo-os também a um convívio social harmônico e de maior aceitação.
Mas,
ainda vale ressaltar que alguns desafios ainda permeiam esse contexto regido
pelas novas tecnologias. A ausência do trabalho conjunto entre educação
especial, professor, equipe de reabilitação, administradores, aluno e família,
é um destes desafios como tem apontado alguns estudos. Portanto, nota-se que as
práticas são validadas quando todos os envolvidos trabalham em equipe, quando
os profissionais tem capacitação, podendo mostrar assim, bons resultados no
meio institucional.
Referências:
BERSCH, Rita; MACHADO, Rosângela. Conhecendo o aluno com deficiência física.
In: SCHIRMER, Carolina et al. Atendimento Educacional Especializado:
deficiência física. Brasília: MEC/SEESP, 2007.
CAT – Comitê de Ajudas Técnicas. Ata da
Reunião VII, de dezembro de 2007 do Comitê de Ajudas Técnicas. Secretaria
Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (CORDE/SEDH/PR),
2007.
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